sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Soneto onde o vento parou na curva

Aos meus olhos ela se põe

Como uma santa ao devoto

Delicadeza que nela eu noto

Além do mais que ela expõe


Deveras pura é sua tez

Me atenho à forma sinuosa

Bela, porém, curva perigosa

Acidento-me em minha timidez


Gosto quando encara sem pudor

Não és lá uma santa eu sei

Contudo tem tamanho valor


Em seu ardente olhar esbarrei

Tudo em meu corpo é só calor

Confesso, amor, logo me apaixonei

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