sábado, 25 de agosto de 2018

A caverna


Enfim, eu saí da caverna
Era dia a luz quase me cegava
Todavia precisei de uma lanterna
Para enxergar quem pensava

Preferi a caverna de volta
Ela me relaxa, me acolhe
Lá fora não havia revolta
Só gente alienada, tolhe

Além de pesado moralismo
Acusações, dedos apontados
Um completo surrealismo
Feito de gente em quadros

Pois a realidade dói
Quando bem atinge
Estarrece até o herói
Falsos, todo mundo finge

Na caverna não é assim
Mas lhes assusta, bebês!
"Lugar ruim" que digo sim
Ruim, porém longe de vocês

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