quinta-feira, 29 de março de 2018

O pobre livro do saber

Hoje a capa de um livro se apresenta mais interessante
Seu verdadeiro conteúdo jaz, esquecido na estante

Não há mais inspiradores versos
Perderam-se seus valores
Valores esses que estão inversos
em páginas frias, ausentes de cores

Não é saudosismo
E nem um desgosto com presente
Também não se anseia o iluminismo
Quiçá o absolutismo novamente

Expressar-se é o ponto chave
Contudo isolado da razão
Instintos traduzem a novidade
Pai de uma melhor opinião

Pensar penoso é
Interpretar é desumano
Quem pensa ganha a fé
Quem tem fé vive reclamando

A filosofia morreu!
Questionamentos mais, não há
Tem-se um livro aberto ao breu
Sem páginas para folhear

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Justiça requer tempo: eis o julgamento na era da celeridade digital

Na tradição filosófica clássica, especialmente em Aristóteles, a justiça não é tratada como um ato imediato ou impulsivo, mas como uma virtu...