Silencio?


O silencio que leva e traz,
O gosto do desgosto profundo.
Em saber que todo mundo,
Quer o mundo,
Para si em um segundo.

O século que leva e traz,
O ódio e a paz,
O prazer e a solidão.

Nesse silêncio apraz,
Qual me deixa em pedaços,
Que se espalham pelo chão.

Igualmente estou,
Àquele carente da razão,
Que se calou,
Diante do terror,
Que se deparou,
E que ancorou em seu coração.

Mas quero eu, quero sim!
O mundo só para mim.
Em verde amarelo azul e branco,
E perfumado de jasmim.

Nos campos lindos,
À terra, onde jaz a compaixão.
Farei daqui meu tenro jardim,
Somente para mim,
Livre de toda incompreensão.

Uma festa, da solidão criarei.
O melhor de meu dia, da melancolia, 
Dos pesadelos, a falsa alegria,
De mim arrebatarei.

Silencioso, ocioso, a era do eu.
Dentro da mais completa ilusão,
O mundo, isso pode nos dar,
Desde o feto, a um velho ancião.

Impulso para caminhar.
Inspiração para pensar.
Vontade para sorrir.
Tristeza para chorar
.

Oh! Mundo meu,
Queria eu,
Que fosses belo,
Incomplexo e ateu.

Tão perfeito como o efeito,
Que, calha, extravagantemente, 
Em uma pequena borboleta,
Encontrada entre o mármore e a marreta,
Onde a bruta força habita,

No fim de uma batalha.

Postagens mais visitadas