segunda-feira, 11 de julho de 2016

Nada somos sem nós mesmos


Devemos viver a igualdade.
Sem mais para uns,
Ou menos para outros.
Somos afins, necessitamo-nos.
Estamos emaranhados numa cadeia;
Precisamente de congênere energia.
Características, formas, sentimentos;
Paixões, raivas, vastos pensamentos.
Mas tudo isso é finito, limitado.
Não há quem possa ser excluso de tal firmamento.
Não há um paralelo, somos todos filiados.
Desde poeiras, insetos, herbívoros;
Feios, tolos, gentis e bonitos;
Desinstruídos, poetas, profetas...
Somos todos um só:
Dos átomos até enormes planetas.
Não devemos disso nos envergonhar:
Ter-nos quem nos igualar.
Somos parecidos, olhe bem...
Formamos um belo par.
Dois belos seres.
Dois, três, mil, um milhão;
Eu sou você, você sou eu;
Eu, tu, ele... União!
Somos todos iguais.
Você pensa? Eu também.
Você sorri? Isso faz bem.
Eu choro, eu vibro, eu lido, eu vivo!
Não há alguém diferente disso,
Estarmos juntos esse é o objetivo.
Perceba, desde que tudo fora criado!
Apesar do Universo se “expandir”,
Estamos sempre nos congregando;
Multiplicando, e se aproximando.
Nosso lugar é dentro do coração do próximo;
Assim como nosso coração a todos pertence;
Não devemos travar guerras, discórdia;
Pois não somos nós quem a vence.
Todos os seres, tudo que no espaço há,
Até aqueles qual não conseguimos enxergar:
Fazem parte de nós mesmos.
Tudo, todo, até o nada.
Somos também o vazio;
O começo, o impulso.
Também o escuro, a morte, o fim.


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