quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Infantaria




Carrego o bem.
Carrego o mal.
Mal não me faz.
Nem bem também.

Apenas sou.
Estou.
Vivo!
E agindo assim, vou.

É um modo de se ir além.
Quebrando barreiras.
Ir além das fronteiras.
Retirar-se das trincheiras.

É viajar pelo tempo.
Desenhar o negro espaço.
Ou mergulhar no azul do oceano,
Serenamente em seu acalento.

É estar brincando com as estrelas.
Que se refletem no espelho d’água.
Onde vejo a vida marinha,
Nadando como numa brilhante galáxia.

Mas em qualquer momento,
Livre de qualquer sentimento,
Venho me abismar na lama.
No solo pútrido, mais nojento.

Onde qualquer ser jamais sonharia.
Onde qualquer ser, à dor preferiria.
Entrar nas trevas negras abissais,
De sua própria e pura consciência.

Esse sou eu.
Serei eu.
Irei eu.
Hoje e até quando e onde eu quiser.

3 comentários:

  1. Surpreendente e magnânimo, muito bom .
    Soar de um desabafo, de uma explosão de sentimentos.

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  2. A nossa vida é uma constante batalha onde estamos sempre lutando por nossa sobrevivência e vitória.

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  3. A nossa vida é uma constante batalha onde estamos sempre lutando por nossa sobrevivência e vitória.

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