domingo, 11 de outubro de 2015

Imóvel Escuridão

Não consigo mais sorrir,
E também, chorar.
A vida se foi em vão,
Sem tempo para amar.

O que eu posso fazer?
Me acovardar e me esconder?
Seguir em frente, e simplesmente,
Olhar pra frente e deixar tudo pra lá.

Hoje eu machuquei, magoei, feri.
Amanhã vou chorar, lamentar, me redimir.
Sofrerei justamente aquilo que causei.
Mas será que com os erros aprenderei?

Eis a analogia do bumerangue:
Da mesma forma e intensidade...
Lentamente, ele vai, e volta. 
Quando atinge, tira sangue.
Causa a vítima uma terrível revolta.

O tempo não passa.
Minha cabeça, presa está.
Sou um pássaro numa pequena gaiola,
Sem poder bater asas e nem cantar. 

Olho para o céu e nada vejo.
A escuridão me domina, apavora.
Minha vida anda como um caranguejo,
No vasto inferno que me domina agora.

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