domingo, 21 de setembro de 2014

Solidão que dói



Sozinho em meu caminho
Não suporto mais a dor
Não a que dói na carne
Mas a que remete ao amor

Meu quarto, minha fortaleza
Sofro entre quatro paredes
Onde há uma janela singela
E com ela compartilho minha frieza

La fora o tempo urge
O sol brilha
Tudo floresce, ascende
Vídeo hollywoodiano, parece
Tudo iluminado, florido e maquiado

Mas meu ânimo perece
E o amor me esquece
Como em um filme de terror
Vivo mortalmente aprisionado

A noite me esmaga com o frio
Minha pobre alma está por um fio
A névoa cai pesada, não dá!
Com ela ei de me enforcar

Diante dos meus olhos
O medo comigo vem brincar
A colorida paisagem la fora
À mim olha com espanto

A solidão me transformou
Sou um prato vazio, sem sabor
Que nem sequer alimenta
Ao pobre que um dia me amou

A tristeza, única companheira
Que ao lado de uma amendoeira
Tão cinzenta e vazia quão o meu sorriso
Me distrai e me faz pensar:

Que a solidão só terá um fim
Acredito assim
No dia em que meu mundo
Da apatia que me toma
Pobre, desolador e sozinho
Esse "castelo" de quatro paredes
E uma janela para o nada
Vier lentamente a desabar

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