segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quem é o inimigo?

O ser humano necessita de um culpado
Temos que condenar um coitado

Tem que haver um culpado para tudo no mundo
A quem vamos pegar? O playboy ou o vagabundo?

Essa é a nova e viciante droga
“Pega um pra Cristo” e joga na roda



É como uma necessidade
Como se fosse um ato de caridade

“Preciso culpar algum coitadinho”
“Alguém tem de pagar! Quero justiça!”
“O meu achocolatado veio sem canudinho”
“Tem-se que culpar alguém, mesmo com injustiça”


“Gente, vamos culpar alguém!”
“Isso não pode ficar assim”
“Quero justiça também”
“Mesmo que para você seja ruim”

Dessa forma as coisas vão evoluindo
Inocentes tornar-se-ão culpados
Satisfazendo prazeres, de porcos fingidos
Da elite, carregada de sentimento amaldiçoado

Seria a alta sociedade a culpada?

A elite, os verdadeiros criminosos?
Vivendo nos condomínio, escoltados
Comemorando linchamentos odiosos

Qual bandido tu defendes?

O de farda, de terno ou de chinelo? 
Aquele que lhe bate ou que lhe prende?
O do cifrão, ou o da “foice e o martelo”?


Tem aquele que fala bonito, e o que fala errado
Há o que rouba rindo, e o que rouba calado

"Eu defendo aquele que me convém"
"Quem me é apraz e me interessa"
A consciência de classe está muito além
E continuamos a creditar em quem nos despreza

Nosso maior inimigo é o próprio estado?
Na verdade quem dá as cartas?
Sabe-se que o pobre trabalhador é o coitado

Inocente, morre como baratas

Um comentário:

  1. Nesta vida nefasta, somos levados à guilhotina todos os dias.
    Sem rumo, sem direção, tudo incerto.
    Apenas a visão de que este sistema não basta.
    Corrompido e falido.
    Urge uma outra direção.
    Aguardamos uma maçã cair, de sua árvore gentil, sobre a cabeça de um de nos e abrir um outro pensamento

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