segunda-feira, 9 de maio de 2016

Uma trilha para a eternidade.


Vagando por uma larga trilha esverdeada,
Ela é fria e cercada de muito mistério.
Encontro uma clareira para uma estada,
Ar puro, sossego de um monastério.

O Sol do entardecer ainda reflete na grama,
Colorindo ainda mais a farta vegetação.
Ao longe um doce assobio me chama,
Uma linda e colorida arara requer atenção.

O farfalhar das folhas surge no interior da mata.
Um atinado carnívoro se mostra como uma fera,
Mas de mim se aproximou e me deu uma pata,
Respeitosamente saudei uma linda pantera.

Todos os insetos voadores passavam por mim.
Os rastejantes também me cercavam.
Um aroma inconfundível com o Jasmim,
Trazia lembranças de todos que me amavam.

Uma pedra reluzia no meio da floresta,
Recostei-me nela, ao lado da negra pantera.
A paz me tomou, uma sensação fantástica,
Fez do cinzento Outono em colorida primavera.

Ao redor, carinhosamente notava-me toda a fauna.
Repousando minhas mãos no chão, senti toda a flora.
Quero ser o verdadeiro amor quando se ama,
E não mais a dor de uma criança quando chora.

Uma doce cachoeira corre ao meu lado,
Fonte de vida, lava nossos pesares,
Banha toda a amargura e o fardo,
Fresca e cristalina leva-os juntos pelos ares.

A noite caiu, o silêncio se fez presente,
Alguns grilos e sapos me contavam histórias.
Em cantigas como em velhos repentes,
Em duetos com serpentes e jiboias.

Uma luz prateada brilhou sobre a grama,
Era a Lua trazendo seu charme, seu encanto.
Em meu coração acendeu uma chama,
E todos os animais me deram acalanto.

Após isso alguns foram dormir,
Outros puseram-se a me proteger,
Eis um lugar que não quero mais partir,
Já anseio um novo e eterno resplandecer.

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