domingo, 1 de maio de 2016

Surrealismo platônico doloroso

Oh meu amor!
Por onde andas?
Passas frio ou calor?
De felicidade transbordas?
Ou sentes apenas dor?
Meu pensamento vagueia o universo,
Atrás de ti percorre sem se cansar.
Deixando todos os livros abertos.
E neles cada lágrima secar.
Os melhores autores;
As mais belas palavras;
Nada disso faz sentido,
Nem um rastro sequer do teu cheiro,
Ou uma ligeira imagem do teu sorriso.
Nada! E agora?
Volte, minha amada!

Já não sei mais contar as horas;
Mas sei que já vem uma nova aurora.
Meus cílios não param de se chocar.
Não querem repousar, travar essa batalha.
Os olhos não cansam de contemplar.
Procurar no céu, em cada estrela,
O brilho do teu olhar.
Minha amada, oh Deusa do amor,
De mim, você nunca se foi;
Para dizer a verdade...
Você nunca nem chegou.
O que mais dói é a ciência disso.
A ilusão, a paixão, o amor,
Juntos se traduzem em dor.
Ter o pensamento voltado para ti,
Mas sequer saber que tu possas existir.

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