terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mãe cujos filhos são como peixes


Mãe, grande Mãe,
Acima do bem, acima do mal.
Rainha do mar.
Ingênua, serena e calma.
Mas, quando se enfurece,
Suas ondas vêm da alma.
Um espetáculo ímpar que ao chão estremece.

Seus longos e esplendorosos cabelos crescem sem parar.
Vaidade, encanto, sedução:
Sereia que, a noite, em alto mar,
Canta a mais bela canção.
Aos pescadores atrai-lhes a atenção.
Leva-os ao fascínio e perdição.

Em noite escura, apenas o luar.
E na mais completa solidão,
Num lindo gesto materno,
Ela os acolhe em seu seio.
Dando lhes carinho e atenção.

É o ser mais belo que Deus tem em sua criação.
Dia dois de Fevereiro, dia de Iemanjá!
Dia dos filhos, em devoção e fé,
Lançarem flores no mar.
Num rito sagrado, da Umbanda e Candomblé,
Todos remando na mesma maré,
Clamam a proteção, para o mal os afastar,
Salve Odoyá!


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