terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Oxum, mãe.


A luz da Lua quando reflete,
Pequenos diamantes, faz brotar.
O rio corre calmamente,
Levando nossas angústias para o mar.

Generosa, a rainha de todas as riquezas.
Dengosa, traz nas lágrimas toda a pureza.

Às crianças, oferece toda sua proteção.
Os feitiços, viram pó no seu espelho,
Sua paciência alheia a ambição,
São para nós o melhor dos conselhos.

Como é perfeita sua beleza! 
Oh Deusa, mais bela e mais sensual.
Encarnadas, a própria vaidade e nobreza.
Rogando por nós, livra-nos de todo mal.

Tão poderosa, doce e eterna,
Sem ela, não há fertilidade,
Tantos dos filhos, quanto da terra.
O poder feminino é a sua verdade.

Discreta, detesta escândalos,
Mas adora se enfeitar,
Deixa caído o queixo dos malandros,
Que se enfeitiçam ao vê-la passar.

O tilintar de seus ouros e joias.
Expressam o som das nossas glórias.

A sua natureza é o amor.
Sábia, mãe da candura.
Doce feminilidade, uma flor,
Linda senhora farta de ternura.

Esplendorosa, desde o Ayê ao Orum;
Encantou guerreiros como Odé, Xangô e Ogum.
Suas lágrimas apascentam qualquer guerra,
Ora yê yê wô mamãe Oxum.



(Dedico também à minha mãe, Neide)

5 comentários: