quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Anjo


Assim que amanheceu eu logo pensei:
De mim, o que farei?
No imenso céu azul mergulhar,
Ou voar em águas profundas do mar?

Seria ótimo, mas não tenho asas.
Tanto no mar, como no céu,
Delas, preciso eu, para voar.

Que anjo eu sou?
Pobre, sem áurea, sem asas.
Ser que Deus criou,
Mas, mais um pouco, estarei nas trevas.

E para lá não desejo ir,
Nem ao meu maior inimigo.
Lá a solidão irá me engolir,
Não terei nem onde procurar abrigo.

Necessito asas para voar,
Ir para bem longe desse inferno.
No paraíso de luz habitar,
E sentir bastante o calor fraterno.

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