terça-feira, 20 de outubro de 2015

Dia cinza, dia em paz



Eu gosto de dias cinzentos,
Chuva, trovoadas, vento...

Reclusão, quietude, solidão,
Sigo fugindo de todos pela contra-mão.

Do silêncio, ouvir.
Os ruídos, não mais escutar.
Faz-me refletir, relaxar,
Consigo até sorrir, me animar.

Esses dias tão monótonos,
Ora pacíficos, ora contundentes.
Crio meus próprios diálogos,
Misturo o frio com o quente.

Aos olhos trazer belas escritas:
De Shakespeare, Jung à Tolkien,
Aos ouvidos belas melodias:
Bach, Tocata e Fuga; e Mozart, Réquiem.

Olho para dentro de meu ser,
Vejo um vasto e colorido universo.
Voando conheço as belas estrelas,
Mas volto ao mar azul e lá fico submerso.

A morte é senão um alívio do corpo,
Vou onde quiser, nada a me impedir.
Na vastidão grito como um louco,
Não vejo problemas em coexistir.

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