terça-feira, 8 de setembro de 2015

Lado Escuro da Lua


O lado escuro da Lua para mim se voltou.
Pétalas se despedaçam; rosas ficam nuas.
Na pele, marcas; algo me cortou.
Mesmo assim minha pobre vida continua.

O silêncio me afoga agora.
Não posso reclamar, só aceitar.
Minha vida não é de se jogar fora,
Mas minha atitude é de lastimar.

Muito já caminhei, sobre esta terra nefasta.
Já corri, busquei; já fugi, perambulei.
O implacável tempo não passa,
Do meu inferno em particular, rei eu me tornei.

Não passo um dia que eu não pense em vingança.
É inglório tal sentimento, eu sei.
Mas não vão tirar de mim a lembrança.
Dos belos dias em que sonhei.

Eram desejos simples que todo homem tem.
Amar, ser amado, cuidar e ser lembrado.
Mas me apunhalaram, me lançaram além.
Tão longe de tudo, no escuro estou fadado.

O vento sopra forte, uiva aos meus ouvidos.
Folhas secas voam; galhos violentamente quebram.
O ceu está cinzento, muito medo eu sinto.
É um longo campo vazio, onde muitos se desesperam.

Quem é vivo sempre deixa rastros.
A divina luz irá me encontrar.
Largarei dessa vida nos sombrios pastos.
Para o meu coração tornar a pulsar.

Lua escura, Lua fria.
Olhe para mim, sorria!

Ilumine-me intensamente.
Por ti choro torrencialmente.

De alegria, correm minhas puras lágrimas.
Onde a sinceridade e o amor venceram as lástimas.

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