quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O anjo caído




Hoje eu falhei.
Sei que errei.

Coisa que não se rouba, roubei.
Nem isso faria um bandido, eu sei.

Não foi dinheiro ou bens.
Foi muito mais do que um nobre homem tem.

Assim como a pesada chuva que cai,
Meu duro coração se esvai.

Em meio às ensurdecedoras trovoadas,
Minha pobre consciência pesa toneladas.

A vontade de agora sumir,
Mescla-se com o tenro anseio de me punir.

Tamanha vergonha me arrebata de frente,
Quão a força de um violento raio estridente.

Sumiço, ilusão, remorso, punição,
Derramarei meu sangue em prol de minha evolução.

Vou me arrastar ao infinito,
Rumo ao meu perdão.
Só voltarei quando erudito,
Bem mais sereno. Um ancião.

Remissão, virtude,
Cura, salvação.
Como a felicidade de um adolescente,
Perante uma paixão.

4 comentários:

  1. Tá ficando bonito isso aqui, hein?
    Tinha um tempo que não fazia uma visita...

    Belo trabalho! Boa sorte, Silvio.
    Abraços,
    Mari

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  2. Olááá minha produtora rsrs
    Tá maneiro né? Fez um ano :D

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  3. Parabéns meu amigo, estou surpreso e contente.

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