segunda-feira, 27 de abril de 2015

Nem o capeta...




A sociedade cruelmente se sufoca.
Conscientemente em suas próprias amarras.
E por muito menos se enforca,
Furiosamente mostrando suas garras.

Tudo agora é motivo para curtir.
Dificuldades em aceitar as diferenças.
Hoje é agradável compartilhar e oprimir,
Para amanhã estrangular as nossas crenças.

É muito fácil ao humilde desterrar,
E também àquela simples minoria orientada.
Com o furioso chicote a arrebatar,
Nos debulhamos em pavorosa gargalhada.

Aquele terrível a quem chamamos de capeta,
O prazer não mais encontra em nós,
Quer viver longe desse pavoroso planeta,
Das nossas amarras ele não desfaria os nós.

Não a romperia por extrema raiva ou por vingança,
Tem como seu maior medo o ser humano.
Quer a todo custo evitar essa aventurança,
Sabendo que o homem para a maldade é soberano.

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