segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Sol, céu, nuvem cor de mel.



Da minha janela aprecio o céu.
Não é o mesmo que costumo ver.
Um azul raro com nuvens em tons de mel,
Mesclam-se e trazem-me a paz que eu queria ter.

Ao fundo vejo uma verde e imponente montanha.
Desejo profundamente estar em seu topo.
Apreciar toda maravilhosa paisagem.
E tocar o céu como num sonho louco.

A cigarra canta.
Seu longo timbre me encanta.
Me faz lembrar que um dia já fui criança.
Quando eu desenhava no chão um Sol sorridente.
Para afastar a chuva e os trovões.
Que me faziam trincar os dentes.

A noite cai.
O dia sai de cena.
Lentamente se esvai.
Deixando minha mente mais serena.

O silencio brota.
Tudo muito tranquilo.
Como num suntuoso cemitério.
Onde alguns param para descansar.

Ouço um ordenado ruído.
É de um grilo falante.
Que comigo deseja se comunicar.
E eu não o ignoro.

A ele desabafo, choro.
Sem medo, nem pesar.
Lamentos e tristezas,
Que todo se humano tem para contar.

No céu agora há escuridão.
Pontos cintilantes aparecem.
Uma imensa bola de prata faz um clarão.
Iluminando somente àqueles que merecem.

O grilo se calou.
As estrelas e a Lua foram-se embora.
Lembranças do dia que raiou.
Que voltará a brilhar em uma hora.

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