quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Otário



Quer atenção, meu irmão? Estude e vá ganhar o prêmio Nobel.
Melhor do que essa vida de merda, cheirando pó e catando papel.

Reclama da sociedade, mas está ai financiando o tráfico.
Fala que policial é verme, mas vive no morro pelando um saco.

Dando de graça pra bandido, arma e munição.
Até o dia deles usarem uma dessas no teu pai, na tua mãe e teu irmão.

Lhe ver nessa situação, é lamentável, é osso!
Pior vai ser quando eu lhe vir com buracos de calibre grosso.

Capeta vai ter pena de ti, vai mandar rezar missa o dia inteiro.
Ficarás tão deplorável que nem os porcos, no inferno, vão lhe querer em seu chiqueiro.

Chora não, otário. Engole o choro, vagabundo!
Você teve todas as oportunidades do mundo.

Mas preferiu canudar o nariz, rodeado de glock, vagabunda e fuzil.
Eu só tenho uma coisa a lhe dizer, muleque: VAI PRA PUTA QUE PARIU!


2 comentários:

  1. Silvio. Este poema é demais. Poderia ser um rap. Amei. Transforma isto em música.

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