sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O quê das rosas amarelas





Olhos pequenos, grande olhar.
Que me fascinam, me deixam aquém.
Lábios dóceis, que sou louco para beijar.
Me trazem o delicado desejo de ir além.

Tens o perfume de uma venusta rosa amarela.
Que exala paixão e me transforma.
Com seu tenro jeito de nobre donzela,
Seu genuíno amor, a felicidade me retoma.

Deitados sobre o vasto céu, eu e você estamos.
A paz sob o brilho das estrelas e o clarão da lua.
Te contemplo e reflito a que ponto chegamos.
Tendo você, na relva, completamente nua.

A favor a natureza conspira.
Sozinhos queremos o mundo, enquanto ele gira.
Entrelaçados em nossa explosiva energia
Vamos nos amando ao som da lira.

É teu o perfume mais suave e marcante.
Do seu delicado corpo este olor se exala.
Sinto em mim o ardor penetrante.
O qual, de ti, deriva lentamente de forma clara.

Minha vida ficou doce como mel.
Do teu feitiço, irradiante, fui partido ao meio.
Encontrei-me flutuando como pluma ao léu.
Sem medo, trauma ou qualquer receio.

O nosso romance de tão quente explodiu.
Eis que subitamente me dividiu.
 Parte nos teus braços se abrigou.
Outra, vagarosamente, ao céu subiu.

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