sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Humanos?

Eu choro mas a lágrima não desce
Eu penso mas o corpo não obedece
Uma ofensa cruel agora é inocência
Todos acreditam na minha santa aparência

Errei? Não sei
Mas não admito
E para mim foi tudo natural
Ofender a um negro, um gay
Um religioso, alguém de outra classe social

Não precisamos mais celebrar
A estupidez humana está em festa
Diariamente e não tem hora para acabar
Regida ao som da mais tenebrosa orquestra

Um filósfo já dizia: Deus está morto!
Nunca cri nem em um, nem em outro
Mas tudo me leva a crer
Do belo jeito que estamos
Que, em breve, iremos perecer

Talvez tenhamos tido sim um Criador
Contudo agora, certo, seremos aniquilados
Sabemos: não nascemos do nada
Mas com certeza terminaremos à porrada

Foi tudo em vão
Sua força, Sua obra, Sua mão
Hoje Sua cria não se respeita
Vive olhando entre si com suspeita

Não quero mais falar
Não quero mais sentir
Tenho medo de amar
Deste mundo vou partir

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